sábado, 5 de junho de 2010

Quando éramos reis (When we were kings)


--- SINOPSE ---

Mostrando a célebre luta entre Muhammad Ali e George Foreman pelo título mundial dos pesos pesados, realizada em Kinshasa, no Zaire, em 1974, o filme levou o Oscar de melhor documentário em Hollywood e seus 84 minutos de duração têm provocado emoção por onde passa. Quando Éramos Reis não é um filme sobre boxe, tanto que as cenas de luta estão longe de ocupar a maioria das que se vêem na tela. Os golpes, contragolpes e clinches foram selecionados com sabedoria e conhecimento de causa, para mostrar o que se deve rever e lembrar, como a energia de Foreman, a guarda fechada de Ali, seu jogo de pernas, sua rapidez, seu reflexo de gênio no instante decisivo. Foi aquele direto de direita na saída das cordas que, pelo jogo de corpo, pela perfeição de movimentos e pela agilidade, levou a nocaute um adversário mais alto, mais forte e mais jovem, tornando-se um golpe digno de estudos detalhados, que hoje pode ser examinado mesmo na Internet. Mas Quando Éramos Reis é acima de tudo um filme de época, um grande painel da cultura negra americana dos anos 70, de Ali e Foreman e seu circo de lutadores, e também da África e do Zaire do ditador Mobutu Sese Seko, que desembolsou 10 milhões de dólares para bancar o espetáculo em seu país além da luta, ele patrocinou, simultaneamente, um festival de música negra com a participação de estrelas de primeira, como B.B. King, James Brown, Miriam Makeba.Quando Éramos Reis também cuida disso. Apresenta cenas delicadas de guitarra, além de danças frenéticas, sensuais.


--- FICHA TÉCNICA ---

Título original: When we were kings
Gênero: Documentário
Duração: 89 min.
Ano: 1996
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Prêmios: Vencedor de 1 Oscar (Melhor documentário)
Produtora(s): DAS Films Ltd., David Sonenberg Production, PolyGram Filmed Entertainment
Diretor(es): Leon Gast




--- ELENCO ---

Muhammad Ali,
George Foreman
Don King
James Brown
B.B. King
Mobutu Sese Seko



---CRÍTICA ---

"Esse testemunho direto da realidade, de quem olha os acontecimentos com os olhos da época, garante um charme imbatível ao filme. Gast convocou admiradores de Ali, como o escritor Norman Mailer e o cineasta Spike Lee, para dar depoimentos atualizados. Essas participações têm sua graça, seja porque Lee dispara um torpedo sociológico ao dizer que Ali realizou a "fusão entre esporte e política", seja porque Mailer lembra que, antes da luta, o ambiente no vestiário de Ali era de velório. Mas o que emociona são as cenas antigas, sejam camisas de gola pontuda, seja o treino no qual Ali dá um show com suas pernas de lutador-bailarino. Quando Éramos Reis é um filme vigoroso porque mostra um mundo que acabou mas sobrevive no cinema, que nos alegra e não deixa a memória se enganar". (Paulo Moreira Leite)

Revista Veja


--- FONTES ---



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